segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

THE BEATLES - ANY TIME AT ALL - A QUALQUER MOMENTO...

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Depois de escrever as canções que seriam usadas no filme, a corrida agora era para criar as músicas que preencheriam o segundo lado do álbum com a trilha sonora. John era obviamente o compositor mais prolífico da época, tendo escrito cinco das sete músicas do filme e em via de compor quase todas as canções do lado B, com exceção de uma, isso não foi tão fácil assim. “Any Time At All”, ele admitiu depois, tinha sido reescrita a partir de uma canção anterior, “It Won t Be Long”, usando a mesma progressão de acordes de dó para lá menor e a mesma forma de cantar (gritando) durante a gravação. A primeira música do lado dois de A Hard Day's Night, “Any Time At All” foi gravada durante a sessão final para o álbum em 2 de junho de 1964. Embora a música tenha sido lançada pela primeira vez no Reino Unido em A Hard Day's Night, nos EUA, apareceu no LP Something New. Ambos os álbuns foram lançados em julho de 1964.
“Any Time At All” ainda estava inacabada quando John Lennon a trouxe para o estúdio na tarde de 2 de junho de 1964. Os Beatles gravaram inicialmente sete tomadas da faixa rítmica, além de vocais de Lennon. O grupo correu para gravar “Things We Said Today” e “When I Get Home” antes de retomar “Any Time At All” quando já era noite. Naquela noite, gravaram quatro outras tomadas. Na última, take 11, adcionaram piano, violão e vocais. Foi primeiro mixada para mono em 4 de junho, mas isso foi descartado e novas mixagens mono e estéreo foram feitas em 22 de junho. Toda a composição de “Any Time At All” de última hora significou que os Beatles nunca chegaram a escrever a letra para a parte do meio. McCartney sugeriu um conjunto de acordes de piano, aos quais eles pretendiam adicionar letra, mas não conseguiram escrever nada. George Martin fez um solo de piano com ecos de guitarra de George Harrison levemente reproduzindo nota-por-nota. McCartney canta o segundo "Any Time At All" em cada coro, porque Lennon não conseguiu alcançar as notas. O prazo para as combinações finais do álbum significou que ele foi lançado em seu estado não intencionado, com “Any Time At All” não completada. O álbum “A Hard Day’s Night” foi lançado em 10 de julho no Reino Unido. A letra manuscrita de John Lennon para "Any Time at All" foi vendida por £ 6.000 em um leilão realizado na Sotheby's em Londres, em 8 de abril de 1988.
Como não tem um vídeozinho decente disponível com os Beatles, a gente tem que se conformar com as covers mesmo. Primeiro com a superbanda 'Blue Ash' e em seguida com um tal de Nils Lofgren, um afetado que já apareceu aqui no Baú e por último, uma versão para karaokê com letra em espanhol. É mole?

domingo, 21 de janeiro de 2018

SOBRE A MORTE DE TOM PETTY

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Tom Petty, morto no dia 2 de outubro de 2017, aos 66 anos, foi vítima de uma "overdose acidental de medicamentos". O resultado da autópsia foi divulgado no Facebook por Dana e Adria Petty, esposa e filha do astro, respectivamente. Segundo o comunicado, Petty enfrentava dores terríveis causadas por um enfisema, uma fratura no quadril e problemas no joelho. "Apesar disso, ele insistia em manter o compromisso com os fãs e fez uma turnê de 53 shows, o que piorou a situação", disse a família. A esposa e a filha acreditam que um agravamento da dor no quadril levou o músico a fazer uso excessivo de medicamentos. Tom Petty foi encontrado inconsciente em sua casa em Malibu, nos Estados Unidos, no dia 1º de outubro. Levado às pressas a um hospital, ele perdeu a atividade cerebral, e a família autorizou o desligamento dos aparelhos que o mantinham vivo. Ele liderava a banda Tom Petty and the Heartbreakers e também integrou o supergrupo Traveling Wilburys, junto com nomes como Dylan, Harrison, Orbison e Lynne, no fim dos anos oitenta. Aqui, a gente confere a última música do último show de Tom Petty realizado em 25 de setembro de 2017 no Hollywood Bowl.

O CASAMENTO DE GEORGE HARRISON & PATTI BOYD

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No dia 21 de janeiro de 1966, depois de namorarem por dois anos, George Harrison e Pattie Boyd se casaram. Ela disse: “A cerimônia teve lugar no início da manhã no cartório Epsom, em Surrey, e o lugar não era nenhum pouco mais glamouroso, e a sala estava muito quente e abafada. Paul McCartney, foi padrinho de George. John e Ringo não compareceram. Estavam de férias com as esposas. Não foi o casamento que eu havia sonhado. Eu teria adorado casar na igreja, mas Brian não queria que ninguém soubesse. Todos confiavam nele assim, implicitamente, que quando ele disse que o casamento deveria ser apenas no cartório, George concordou. Brian também disse que tinha de ser muito rápido. Se a imprensa descobrisse, seria caótico. Na saída, fomos bombardeados por um batalhão de fotógrafos! Rapidamente entramos num Rolls-Royce e fomos para uma recepção na casa de George, em Esher. No dia seguinte, voamos para Barbados para nossa lua de mel. Ficamos lá até 8 de fevereiro de 1966”.Resultado de imagem para the wedding GEORGE HARRISON & PATTIE BOYD
George e Pattie se separaram em 1973 e oficialmente em 1977, depois de vários casos extra-conjugais de ambos.

IMAGEM DO DIA - PAUL, PATTIE E GEORGE

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ROCK AND ROLL HALL OF FAME - I SAW HER STANDING THERE

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Em 1988, os Beatles seriam incluídos no “Rock and Roll Hall Of Fame” durante seu primeiro ano de eligibilidade. Na noite de sua indução, George Harrison e Ringo Starr apareceram para participar da premiação, juntamente com a viúva de John Lennon, Yoko Ono e os dois filhos do ex-beatle assassinado. Paul McCartney permaneceu longe, comunicando à imprensa que estava "resolvendo dificuldades" com Harrison, Starr e com as pendências de Lennon - Yoko Ono, e não apareceria. A noite acabou se tornando uma das maiores celebrações da historia do rock e da música pop. Os maiores superstars de todos os gêneros, comungavam no mesmo palco cantando um clássico dos Beatles. Todos estavam lá, menos ele: Paul.
Aqui, a gente confere um trecho do livro de Peter Ames Carlin, "Paul McCartney - Uma Vida" sobre esse pedaço da história:
No final de 1987, veio a notícia de que os Beatles seriam empossados no Hall da Fama do Rock. Todos estariam lá, George, Ringo e Yoko Ono. Certamente, Paul também estaria lá. Acenando, sorrindo e pegando o baixo para tocar com eles. Era o que sempre acontecia nesse tipo de cerimônia – os artistas lendários subiam ao palco, mesmo aqueles que tinham rancores profundos e antigos, e deixavam seus sentimentos ruins de lado, mesmo por uma noite. Mas Paul não tinha nenhuma intenção de fazer isso. A antecipação pública cresceu nas primeiras semanas de 1988, tendo em vista a realização da cerimônia no dia 20 de janeiro. Inúmeros artistas de peso estavam sendo empossados no Hall dessa vez: Beach Boys, The Supremes, Bob Dylan, The Drifters, o fundador da Motown, Barry Gordy Jr., como se a própria essência da geração do rock dos anos 1960 estivesse sendo reunida para um último embalo. O elenco de apoio também não era mau: Mick Jagger, Bruce Springsteen, Elton John, Billy Joe, Little Richard, Ben E. King, Paul Simon, Tina Turner, Brian Setzer, e Jeff Beck. Mas todos residiam na sombra de algo a mais: um potencial reenconto dos Beatles. Em versão reduzida, sem dúvida, mas já era alguma coisa – um gesto em direção à bela idéia que eles um dia personificaram, um retorno à época em que muitas coisas pareciam possíveis e os Beatles serviam como trilha sonora dos sonhos da juventude em todos os cantos. Mas quando a noite chegou, Paul McCartney não foi visto em lugar nenhum. Em seu posto havia uma breve declaração, distribuída aos jornalistas pelos seus assessores de imprensa norte-americanos. Os Beatles, escreveu, ainda tem diferenças comerciais, mesmo depois de vinte anos. “Eu me sentiria um grande hipócrita se ficasse acenando e sorrindo com eles em uma falsa reunião”, concluiu. E assim a noite seguiu sem ele. Assim que Jagger terminou sua introdução engraçada e carinhosa, e assim que George e Ringo subiram no palco, seguidos de Yoko, Sean e Julian, a ausência de Paul deu um tom amargo. Em especial quando George – ancorado num disco que chegou ao primeiro lugar (Cloud Nine, de 1987) e numa inesperada, porém efusivamente aclamada, participação com Dylan, Roy Orbison, Tom Petty e Jeff Lynne no supergrupo denominado Traveling Wilburys (cujo primeiro álbum chegaria entre os três primeiros um pouquinho mais tarde, em 1988) – apresentou todas aquelas típicas piadas dos Beatles que todos gostavam de ouvir. Ainda que um tanto ácidas. “É muito ruim que Paul não esteja aqui, porque era ele quem tinha o discurso no bolso”, ele disse. “Todos sabemos por que John não está aqui; e sabemos que estaria. (...) Todos nós amávamos John, e todos nós amamos Paul.” Quando chegou a vez de Yoko Ono falar, ela avançou na crítica implícita de George a Paul: “John teria vindo, vocês sabem. Ele teria estado presente”.

UNDER THE INFLUENCE - AS CANÇÕES ORIGINAIS QUE OS BEATLES REGRAVARAM

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Postagem publicada originalmente em janeiro de 2010.
Há alguns anos, esse disco era uma pérola para fãs curiosos que não conheciam as versões originais das músicas que os Beatles regravaram. Hoje, com a internet, ficou fácil. Mas isso não tira o mérito e o charme dessa coleção "UNDER THE INFLUENCE -THE ORIGINAL VERSIONS OF THE SONGS THE BEATLES COVERED". O nome já diz. Um álbum indispensável para os velhos fãs, para o novos, ou apenas apreciadores da boa e velha música pop. É curioso ouvir essas gravações originais (algumas bem raras) e observar como os Beatles eram espertos na escolha do repertório e estavam tão na frente do seu tempo na hora de gravá-las. É sempre bom lembrar que quase todas essas músicas tem ou estão completando quase 60 anos. Algumas faixas são excelentes como Please Mr. Postman, Baby It’s You e Slow Down. Outras são meio chatas como Chains, Boys e A Taste Of Honey, que é uma das que eu particularmente, não suporto nem com os Beatles.
Twist And Shoult – The Isley Brothers
Em 1960, Phil Spector tornou-se produtor na Atlantic records. No ano seguinte ele foi designado para produzir um single para um grupo vocal chamado “The Top Notes” (ás vezes chamados de "Topnotes") com a canção "Twist and Shout". Em 1962, The Isley Brothers decidiram regravar a canção e foram produzidos pelo próprio compositor Bert Russell, que não tinha ficado satisfeito com a produção de Phil Spector. Essa música tornou-se a primeira gravação do trio a entrar para lista da revista Billboard (entre as 40 mais). Twist And Shout logo se tornou um cover frequente no início dos anos 60. Quando os Isleys a gravaram eles não pensaram que ela se sairia tão bem quanto seu hit de três anos anos "Shout!". Para a surpresa deles, a canção se tornou im dos maiores sucessos entre as listas de música pop e rhythm and blues. Os Beatles lançaram a canção em seu álbum de estréia no Reino Unido, Please Please Me. Eles já tinham gravado 11 canções para o álbum e Twist and Shout foi a última a ser gravada em uma única sessão e a partir daí a música virou deles.
Anna - Arthur Alexander
Arthur Alexander, de Florença, Alabama, escreveu e gravou “Anna” em 1962 pelo selo Dot. A música alcançou a posição # 68 nas paradas americanas em outubro de 1962. O primeiro sucesso de Alexander, You Better Move On, também foi regravada por outro grupo britânico, The Rolling Stones. A versão com os Beatles, com John fazendo os vocais de Anna de forma brilhante, foi em 11 fevereiro de 1963 para seu primeiro álbum Please Please Me, que foi lançado um mês depois.
Chains - The Cookies
“The Cookies” foram um trio vocal de R&B de Nova York. Elas fizeram o trabalho de backing vocal para Neil Sedaka, Carole King e Little Eva. Em 1950, eles trabalharam para Ray Charles como o Raelettes. Tiveram três hits entre 1962 e 1964 pelo selo Dimension, “Chains” foi o primeiro, atingindo o número 17 em dezembro de 1962. “Chains” foi a segunda música cover dos Beatles no álbum Please Please Me, desta vez com George fazendo vocal principal, e John, na gaita.
Boys e Baby It's You - The Shirelles
Um "girl group" de R&B de Passaic, New Jersey, The Shirelles, lideradas por Shirley Owens, tiveram seu primeiro sucesso em 1960 com “Will You Love Me Tomorrow” pelo selo Scepter, e o lado B foi “Baby It's You”. Alguns de seus outros sucessos incluem “Dedicated To The One I Love”, “Mama Said” e o “Soldier Boy”. The Shirelles foram introduzidas no Rock and Roll Hall of Fame em 1996. “Boys” foi a terceira música cover dos Beatles no álbum Please Please Me, desta vez com Ringo fazendo o que se tornaria sua marca em todo disco dos Beatles. “Baby It's You” chegou ao número oito com “The Shirelles” em janeiro de 1962. É a quarta cover dos Beatles no álbum Please Please Me. John foi o vocalista, e George Martin tocou piano na faixa.
A Taste Of Honey - Lenny Welch
Embora houvesse algumas versões instrumentais em 1962, a versão de Lenny Welch, lançada em 17 de setembro de 1962, foi a primeira versão vocal de “A Taste Of Honey”. Lenny Welch era um cantor negro de Asbury Park, New Jersey, e teve hits no início dos anos sessenta com “Since I Fell For You” e “Ebb Tide”. A Taste Of Honey foi a quinta canção gravada para o álbum Please Please Me. Paul faz o vocal principal com a voz dobrada.
Till There Was You - Peggy Lee
“The Music Man”, escrita por Meridith Wilson, foi um grande sucesso da temporada da Broadway de 1957, tendo 1.375 performances e batendo o recorde de "West Side Story”. O elenco original era estrelado por Robert Preston e Barbara Cook, que cantou “Till There Was You”, uma das canções do show. Till There Was You foi um hit no Reino Unido gravado por Peggy Lee em março de 1961. Paul McCartney foi apresentado à música por um primo mais velho. A versão dos Beatles de Till There Was You foi gravada em 18 de julho e 30 de julho de 1963, com Paul fazendo vocal e Ringo nos bongôs, já que foi decidido que a bateria seria muito pesada para esta faixa.
Please Mr. Postman - The Marvelettes
Outro girl group de Detroit, “The Marvelettes” juntaram-se em 1960, e foram descobertas pela Motown, após entrar em um concurso de talentos ainda na escola. O hit “Please Mr. Postman” chegou ao número 1 em 1961, e foi só isso. Gravada na mesma sessão de Till There Was You em 30 de julho de 1963, a versão dos Beatles de Please Mr. Postman foi gravada em nove tomadas com John nos vocais principais.
Roll Over Beethoven - Chuck Berry
Chuck Berry dispensa apresentações. Nascido em 1926 em St. Louis, Berry foi descoberto por Leonard Chess da Chess Records em Chicago indicado pelo cantor de blues Muddy Waters, e passou a influenciar cada músico de rock que apareceu depois dele, incluindo os Beatles. Seu primeiro hit pela Chess Records foi Maybellene em 1955. O segundo, Roll Over Beethoven, alcançou o número 29 no top 40 das paradas em 1956. Ele chegou a ter mais 10 hits no top 40 até 1964, incluindo uma outra canção que os Beatles também gravaram “Rock and Roll Music”, de 1957. A gravação dos Beatles com George comandando os vocais também foi em 30 de julho de 1963. Em cinco takes.
You Really Got A Hold On Me - The Miracles
Formado em 1957 em Detroit, o grupo “The Miracles” mais tarde ficou conhecido como Smokey Robinson and The Miracles. Bob Dylan já considerou Smokey Robinson como "O maior poeta vivo da America". Seu quarto sucesso, “You Really Got A Hold On Me”, foi lançado em 1963 e atingiu o número 8 nas paradas pop. The Miracles ainda tiveram muitos outros sucessos nos anos sessenta, seu último hit foi Tears of a Clown em 1970. A versão dos Beatles de You Really Got A Hold On Me, com John nos vocais principais, foi a primeira música gravada durante as sessões de With The Beatles em 18 de julho de 1963.
Devil In His Heart - The Donays
Durante 1961 a 1966, no auge da era das girl groups, muitos grupos obscuros iam e vinham rapidamente. The Donays, com a vocalista Yvonne Allen lançaram “Devil In His Heart” (cujo lado B era Bad Boy) que não chegou aos charts em 1962. Separaram-se logo depois. Essa versão das Donays conseguiu atenção depois que os Beatles fizeram sua versão. Eles a rebatizaram de “Devil In Her Heart”, e foi gravada em 18 de julho de 1963, em três tomadas, com três overdubs, e George conduzindo os vocais.
Money - Barrett Strong
A carreira de Barrett Strong começou em 1961 com “Money”, um dos primeiros sucessos do fundador da Motown, Berry Gordy, alcançando o número 23 nas paradas pop. Barret, em seguida, continuou, com Norman Whitfield, escrevendo alguns dos maiores sucessos da Motown, incluindo “Ball of Confusion” e “Papa Was a Rolling Stone”. Ele também escreveu o sucesso “I Heard It Through The Grapevine”, brilhantemente regravada pelo Creedence Clearwater Revival. Os Beatles gravaram “Money” em 18 de julho de 1963, em sete takes.
Dizzy Miss Lizzy e Bad Boy - Larry Williams
Larry Williams foi o autor de algumas das pedradas mais violentas já gravadas pelos Beatles. O mundo tremeu quando ouviu Dizzy Miss Lizzy, Slow Down e Bad Boy na interpretação magnífica e enérgica de John Lennon! Larry Williams, nasceu em 10 de maio de 1935, em New Orleans. Se projetou a princípio como o pianista da banda de Lloyd Price, mas ganhou notoriedade quando os Beatles ragravaram vários de seus sucessos. Williams era um dos compositores preferidos de John Lennon, que em sua carreira solo ainda gravou Just Because e Bony Moronie e de Paul McCartney que regravou She Said, Yeah no seu álbum Run Devil Run. Em 7 de janeiro de 1980, Larry Williams, o criador de "Bad Boy”, se matou com um tiro de revólver.

PAUL MCCARTNEY - MONKBERRY MOON DELIGHT*****

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Ram foi o segundo álbum solo lançado por Paul McCartney em 1971. As músicas foram compostas por Paul e sua mulher Linda McCartney, que naquele momento se tornou sua parceira musical, assim como John Lennon fez com Yoko Ono. Depois do lançamento de seu primeiro álbum solo depois da separação dos Beatles em 1970 “McCartney”, ele e a mulher foram passar férias em sua fazenda na Escócia. Foi neste período que trabalharam nas composições das músicas para o álbum seguinte. Ram foi gravado em Nova York e contou com a participação de Denny Seiwell na bateria e Dave Spinozza e Hugh McCracken nas guitarras. Denny Seiwell posteriormente seria chamado por Paul para fazer parte de sua nova banda, os Wings. A música de maior sucesso do álbum foi "Uncle Albert", que chegou ao primeiro lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos. O álbum foi primeiro lugar na Inglaterra e segundo nos Estados Unidos.
Inspirado pelo uso de jogos de palavras de suas filhas, Monkberry Moon Delight mostra versos e palavras escolhidas mais pelo seu som fonético do que seu significado. A palavra "Monk" é a forma como sua filha Mary, de um ano e meio chamava milk. Mais inspiração veio da canção de amor de Leiber e Stoller de 1959, Love Potion No. 9. Essa música, originalmente gravada pelos Searchers em 1963, mostrava uma história surreal similar com a música composta por Paul. Monkberry Moon Delight leva o surrealismo um passo adiante, desafiando a interpretação e a lógica tal como acontece com “Glass Onion” dos Beatles, foi quase um desafio direto para aqueles fãs que buscavam avidamente por significados ocultos em suas músicas para passar horas examinando sua livre associação em busca de pistas autobiográficas. Os vocais de McCartney foram estridentes e tensos, lembrando suas atuações clássicas em músicas como "Long Tall Sally" e "Oh Darling". Para conseguir o som "ápero" de sua voz, McCartney gravou 90 takes (rehearsals), que é a preferida de Denny Seiwell. Linda McCartney proporcionou o contraponto perfeito com seus backing vocalsMonkberry Moon Delight foi uma das duas músicas de Ram incluídas no livro “Blackbird Singing”, uma coleção de letras e poesias de Paul McCartney em 2001. A outra foi Heart Of The Country. “Monkberry Moon Delight eu gostei tanto que está no meu livro de poesia”, disse Paul McCartney à Revista Mojo, em julho de 2001.

sábado, 20 de janeiro de 2018

BEATLES COVER – SEXY SADIE - DAVIDE MARESCA

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CONCERT FOR GEORGE - REEDIÇÃO 2018

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“Concert for George” será lançado pela primeira vez em vinil dia 23 de fevereiro e será ainda reeditado em CD, 2DVD e Blu-ray. Em 29 de novembro de 2002, um ano após a morte de George Harrison, Olivia Harrison e Eric Clapton organizaram um espetáculo de tributo em sua honra. O concerto teve lugar no Royal Albert Hall, em Londres, e contou com a participação de artistas como Clapton, Jools Holland, Jeff Lynne, Paul McCartney, Monty Python, Tom Petty, Billy Preston, Ravi & Anoushka Shankar, Ringo Starr, Dhani Harrison, que interpretaram canções de Harrison e muita da música que ele mais amava. O resultado foi o CD e DVD “Concert for George”, distinguido nos Grammys, que serão reeditados em vários formatos: 4LP, 2CD, 2CD/2DVD e 2CD/2Blu-rays.

Esta é, aliás, a primeira vez que “Concert for George” é editado em vinil. A caixa de 4LPs que agora será lançada inclui as gravações completas deste espetáculo único de tributo. Entre alguns dos destaques de “Concert for George” estão temas como “While My Guitar Gently Weeps” (interpretado por Clapton, McCartney e Starr), “Taxman” (interpretado por Tom Petty and the Heartbreakers) e “The Inner Light” (numa versão de Jeff Lyne e Anousha Shankar).

Estará ainda disponível uma edição de 2CD/2DVD. Os DVDs contêm o concerto completo, uma versão editada para cinema que inclui entrevistas, ensaios e imagens de bastidores. Realizado por David Leland (realizador de “Era Bom Que Estivesses Aqui” e do vídeo “Handle With Care”, dos Traveling Wilburys), “Concert for George” foi premiado com o Grammy de Melhor Vídeo de Música Longo. A edição em Blu-ray contem todo este material e ainda o vídeo bônus “Drummers”.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

CARL PERKINS - ADEUS MISTER ROCK AND ROLL

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No dia 19 de janeiro de 1998, o grande Carl Perkins, ídolo e amigo e velho amigo dos Beatles, principalmente de George e Paul, morreu aos 65 anos de idade depois de sofrer vários derrames e foi enterrado no Ridgecrest Cemetery em Jackson, Tennessee. No funeral, George Harrison cantou “Your True Love” em homenagem ao amigo. Esta, acabaria sendo a última performance em público de George.

"Carl Perkins & Friends - Blue Suede Shoes: A Rockabilly Session" foi um concerto realizado pelo grande Carl Perkins em 21 de outubro de 1985 em Londres, no Limehouse Studios e que contou além da banda de Perkins, com um monte de convidados pra lá de especiais de matar de inveja até o Deus do rock. Nessa constelação de conividados especiais só contou com amigos, fãs e todos discípulos do mestre como George Harrison, Ringo Starr, Eric Clapton , Dave Edmunds (que também foi o diretor musical do show) e Rosanne Cash.
A maioria do repertório executado no show consistiu em canções clássicas de Perkins - puro rockabilly dos anos 1950. O concerto especial foi ao ar originalmente pelo canal Cinemax em 1986, com comentários introdutórios de Johnny Cash, Roy Orbison e Jerry Lee Lewis. O concerto é um destaque memorável tanto da carreira de Perkins como de todos que fizeram suas participações especiais, principalmente George Harrison. A superbanda de estrelas era: Carl Perkins (guitarra e vocais), George Harrison (guitarra e vocal), Ringo Starr (bateria e vocal), Eric Clapton (guitarra, vocais), Dave Edmunds (guitarra, vocais), Greg Perkins (baixo), Lee Rocker (contrabaixo), Slim Jim Phantom (bateria), Earl Slick (guitarrista), David Charles (bateria), John David (baixo), Mickey Gee (guitarra), Geraint Watkins (piano) e Rosanne Cash (vocal). Pois muito bem, em especial homenagem ao grande mestre do rock and roll, a gente confere aqui no nosso blog preferido, nada mais, nada menos que "Carl Perkins & Friends - Blue Suede Shoes: A Rockabilly Session" inteirinho, com alguns cortes e excelente qualidade de som e imagem com as marcantes e definitivas paricipações de George e Ringo. Deus abençoe Carl Perkins!

CARL PERKINS WITH PAUL MCCARTNEY - MY OLD FRIEND

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Em 1993, durante sua excursão pela América, Paul McCartney recebeu o velho ídolo Carl Perkins no camarim de seu show em Memphis. Perkins preparava um documentário e os dois conversaram e tocaram diversas músicas, inclusive a inédita My Old Friend – gravada pelos dois nas sessões do LP “Tug Of War” e arquivada até então. Paul e Perkins cantam Blue Suede Shoes, Matchbox e outras antigas. Anos depois, quando finalmente lançou um novo disco, Perkins lançou este encontro no VHS “Go Cat Go!” (97 - que já esteve aqui para download) e no ano seguinte soltou uma versão um pouco maior. O DVD “Carl Perkins with Paul McCartney - My Old Friend” foi masterizado a partir de ambos os especiais, apresentando-os na íntegra e com grande qualidade de imagem e áudio estéreo. Somente aqui, no nosso blog preferido, a gente confere My Old Friend. Especialmente dedicada a João Neiva, Ivan Neves e João Carlos de Mendonça. Valeu, old friends!

PAUL McCARTNEY - BACK IN THE USSR****

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THE BEATLES - TWIST AND SHOUT - SHAKE UP, BABY!

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LENNON NA TRILHA DO NOVO FILME DE GUS VAN SANT

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Há vários anos que Gus Van Sant, o realizador de filmes como A Caminho de Idaho, Na Trilha da Droga ou O Bom Rebelde, estava tentando transformar "Don't Worry, He Won't Get Far On Foot" em filme. Agora conseguiu. O história do criador de HQs norte-americano John Callahan (1951-2010) é uma adaptação do livro de memórias lançado pelo próprio em 1989. Conta a história de como, aos 21 anos, se envolveu num acidente sob o efeito de álcool e ficou paraplégico, tendo depois tentado deixar o álcool e marca a primeira vez em 11 anos que Van Sant escreve um dos seus filmes (o último tinha sido Paranoid Park). A estreia está marcada para 11 de maio deste ano nos Estados Unidos, mas ainda este mês está nos festivais de Sundance e Berlim. O primeiro trailer saiu esta terça-feira. Ao som de Isolation, uma música de John Lennon, o trailer mostra Joaquin Phoenix, que não fazia um filme desde 2015, ano em que foi a estrela de Homem Irracional, de Woody Allen. Ainda não há data de estreia aqui no Brasil.

THE BEATLES - I'LL CRY INSTEAD - SEM VÍDEO!

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Composta por John para o filme “A Hard Day’s Night”, esta música com influência do country and western traz Lennon e McCartney em dueto, cantando em uníssono e acompanhados por George numa afiada guitarra rockabilly. "I'll Cry Instead" seria originalmente usada na sequência da saída de incêndio em A Hard Days Night, mas foi substituída por "Can't Buy Me Love". No entanto, quando o filme foi remasterizado para o lançamento em vídeo, em 1986, ela foi "colada" em uma sequência antes dos créditos iniciais.

John já tinha escrito sobre o ato de chorar muitas vezes, mas "I'll Cry Instead" era diferente porque nela ele dizia que quando parasse de chorar voltaria para se vingar. Ele imaginava sair por aí partindo o coração de garotas mundo afora para depois esnobá-las, de modo a punir todas que o rejeitaram. John depois admitiu ter sido violento às vezes e, em "Getting Better", escreveu ter superado sua crueldade em relação às mulheres. Essa também foi a primeira música em que John admitiu sua tendência agressiva, um sinal de que entrava em um período intenso de autoanálise, que continuaria até seus primeiros álbuns solo, depois do fim dos Beatles.

GEORGE HARRISON - GOVINDA - RADHA KRISHNA TEMPLE

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Krishna é o oitavo avatar (o mais popular e amado) de Vishnu, com maior número de templos e devotos. É a fonte de tudo e a causa de todas as causas. Incorporou a forma humana para redimir as ações das forças do mal. É sempre visto tocando uma flauta, com a qual encanta todas as criaturas vivas. Alguns de seus nomes são Govinda, Syamasundar ou Gopala, o pastorzinho. Os ensinamentos de Krishna foram perpetuados no livro Bhagavad Gita, considerado por todos os estudiosos como a essência do conhecimento Védico.
Após o sucesso do single com o “Hare Krishna Mantra” por Radha Krishna Temple, os planos para um novo, começaram no início de 1970. Outro cântico tradicional, “Govinda”, foi o escolhido. George Harrison produziu a sessão, e também tocou violões. Klaus Voormann tocou baixo, enquanto Ringo Starr pode ter sido o baterista. Os membros do templo contribuiram com vocais, sinos, órgãos e flautas. A canção foi organizada por Mukunda Das Adkikary, com instrumentação de orquestra de John Barham. “Govinda” foi lançada no Reino Unido em 6 de março de 1970, e em 24 de março nos Estados Unidos, com “Govinda Jai Jai” como lado B. Até hoje, a faixa é tocada todas as manhãs em todos os templos da ISKCON ao redor do mundo, a pedido do líder do movimento, AC Bhaktivedanta Swami Prabhupada.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

PAUL MCCARTNEY & MICHAEL JACKSON - SAY SAY SAY*****

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“Say Say Say” é, sem dúvida, uma das maiores colaborações para a música popular de todos os tempos. É uma das três faixas em que Paul McCartney e Michael Jackson (finado em 2009) trabalharam juntos e foi o seu maior sucesso comercial, liderando a Billboard Hot 100 EUA durante seis semanas seguidas após seu lançamento, em 1983, e se tornou um dos singles mais vendidos de todos os tempos. A faixa foi produzida por George Martin para o álbum de McCartney, Pipes of Peace. A música foi gravada durante a produção do álbum Tug of War de McCartney em 1982, cerca de um ano antes do lançamento de "The Girl Is Mine", a primeira colaboração da dupla do álbum de Jackson “Thriller” (1982). Após seu lançamento em outubro de 1983, "Say Say Say" tornou-se o sétimo número dez dos dez de Jackson dentro de um ano. Foi um hit número um nos Estados Unidos, Canadá, Noruega, Suécia e vários outros países, atingiu o número dois no Reino Unido e atingiu o primeiro lugar na Austrália, Áustria, Nova Zelândia, Holanda, Suíça e mais de 20 outras nações. Em 2013, a revista Billboard listou a música como o 41º maior sucesso de todos os tempos nos charts Billboard Hot 100. O single recebeu um disco de ouro pela Recording Industry Association of America em dezembro de 1983, por suas vendas de um milhão de cópias. “Say Say Say” foi promovida com um video clipe pra lá de excelente dirigido por Bob Giraldi. O vídeo, filmado em Santa Ynez Valley, Califórnia, apresenta aparições de Linda McCartney, La Toya Jackson e Giraldi.

Em outubro de 2015, Paul McCartney lançou uma versão remix de Say Say Say, em um vídeo de dança dirigido pelo coreógrafo e artista performático Ryan Heffington e filmado em Los Angeles. Tanto esse ‘novo’ vídeo como a ‘nova’ mixagem, não têm termos de comparação com o trabalho realizado em 1983.

SABE QUEM FOI PAUL GORESH?

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Morreu, no último dia 9, o fotógrafo Paul Goresh, de 58 anos. A notícia foi confirmada à imprensa por Rosanne Taylor, uma prima do profissional, mas a causa da morte não foi revelada.Resultado de imagem para PAUL GORESH
Goresh ficou famoso por, no dia 8 de dezembro de 1980, fotografar John Lennon dando um autógrafo para seu algoz, Mark David Chapman. Chapman, cinco horas depois, assassinaria o ex-Beatle com vários tiros à queima-roupa na entrada do Edifício Dakota, onde Lennon vivia. A imagem é uma das últimas de Lennon ainda com vida e uma das mais famosas do mundo. Aqui, a gente confere a cena do filme "Chapter 27", quando Lennon autografa o Double Fantasy de Chapman e logo abaixo, a imortal "Woman".

THE BEATLES - PLEASE PLEASE ME - O ÁLBUM*****

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Lançado em 22 de março de 1963, o sensacional disco de estreia dos Beatles esbanja frescor e vitalidade. A ideia original era gravar a banda ao vivo no Cavern, em Liverpool. Como as condições técnicas não eram adequadas, George Martin preferiu levar os rapazes para os estúdios de Abbey Road. O álbum todo foi gravado no dia 11 de fevereiro de 1963, com os trabalhos começando às 10 da manhã. O conceito foi mantido. O disco tinha que ser um registro de como os Beatles soavam no palco. Por isso tudo foi feito ao vivo, com poucos overdubs. O álbum mostra como Lennon e McCartney tinham florescido como compositores. Das 14 músicas, oito são da dupla. O disco foi “recheado” com "Love Me do", "PS I Love You", "Please Please Me" e "Ask Me Why", que tinham sido lançadas pouco antes em singles de sucesso. As outras faixas originais são exemplares. Uma delas, "I Saw Her Standing There", um rock cheio de energia concebido por Paul, logo se tornou Standart. "Misery" tinha sido escrita para a cantora Helen Shapiro. "There’s a Place", de Lennon, era original e personalíssima. "Do You Want To Know a Secret" foi escrita por John e Paul para Billy J. Kramer e no álbum ganhou o vocal de George. Os covers mostram que os Beatles estavam muito interessados no som criado pelos compositores americanos do Brill Building, que escreviam para os grupos de garotas. Assim tem "Chains" (The Cookies), "Boys" e "Baby It’s You" (The Shireless). A inclusão de "A Taste Of Honey" é uma amostra do ecletismo de Paul. A canção veio de uma peça de teatro, mas os Beatles se basearam na gravação de Lenny Welch. Em "Anna (Go With Him)", Lennon prestou homenagem ao mestre do R&B Arthur Alexander. Porém, ele se superou em "Twist And Shout". Foi a última música a ser gravada. John, que estava se recuperando de um resfriado, deu a performance da sua vida, berrando desbragadamente e fazendo todos esquecerem a versão original dos Isley Brothers.
George Martin, que tinha encanto pelo zoológico de Londres, pensou que seria uma boa publicidade para o mesmo se os Beatles posassem para a capa do álbum diante da casa de insetos do zoo, mas a Sociedade Zoologica de Londres não permitiu que isso fosse feito. Decidiu-se então que a foto da capa fosse dos quatro integrantes em um balcão da escadaria da EMI em Manchester Square. Esta foto tirada por Angus McBean e uma bem semelhante foi usada posteriormente para a capa da coletânea "The Beatles 1962-1966". O álbum foi lançado no Reino Unido em versão mono no dia 22 de março de 1963 e em versão estéreo em 26 de abril do mesmo ano. Nos Estados Unidos, a maioria das canções de “Please Please Me” foram lançadas no álbum da Vee-Jay Records chamado Introducing... The Beatles" em 1964, e depois no álbum da Capitol Records chamado “The Early Beatles” em 1965. O álbum “Please Please Me” não foi lançado neste país até a padronização mundial do catálogo dos Beatles.

PAUL MCCARTNEY PREOCUPADO COM O FUTURO DA MÚSICA

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O baterista do Pink Floyd, Nick Mason, e o cantor Billy Bragg participaram no dia 10 de janeiro, de uma uma ação perto do parlamento britânico para salvar as salas de espetáculo do país, recebendo o apoio de Paul McCartney. Cerca de 35% dos pequenos clubes e salas de música do país fecharam na última década, devido ao aburguesamento de muitos bairros, aos altos preços das rendas, às mudanças na indústria musical e à pressão crescente dos vizinhos. A UK Music Initiative é um projeto que visa analisar a importância e o efeito dos negócios locais já existentes em áreas de desenvolvimento onde grandes construtoras planejam expandir seu portfólio. A escassez de residências no Reino Unido tem transformado construções comerciais em residenciais. Como resultado, inúmeras pessoas se encontram morando perto de casas de show aumentando cada vez mais o número de reclamações de barulho, forçando os estabelecimentos a encerrar suas atividades. "As melhores bandas de hoje aprenderam o ofício em salas pequenas. Aprendem tudo, coisas técnicas, a teatralidade e aprendem a relacionar-se com o público", disse Mason à AFP, apoiando um projeto de lei para travar o declínio do setor. Paul McCartney, também se juntou à campanha, com um comunicado em que assegurou que "se não apoiarmos a música neste nível, então o futuro da música em geral corre perigo". Mais de metade das 430 salas que existiam em Londres em 2017 fecharam portas. O deputado trabalhista e ex-ministro John Spellar apresentou um projeto de lei que protegeria estas salas de conflitos com os vizinhos quando os novos edifícios são construídos, um dos fatores que mais ameaça o setor. O cantor do grupo punk Undertones, Feargal Sharkey, e a vencedora do festival Eurovisão em 1967, Sandie Shaw, estavam entre as centenas de pessoas que se manifestaram junto ao Parlamento, em Londres. "Se é um músico nos dias de hoje, as possibilidades de ganhar a vida e gravar discos são escassas, é muito difícil", disse Bragg à AFP. "Há um monte de bons músicos por aí que estão a tentar encontrar espaços neste entorno hostil", frisou. “O futuro da música está em perigo. Sem aqueles clubes populares, pubs e casas de show minha carreira teria sido muito diferente”, diz Paul McCartney.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

PAUL McCARTNEY - GOT TO GET YOU INTO MY LIFE - SENSACIONAL!

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Quando surgiu, em agosto de 1966, no álbum Revolver, poucos desconfiaram que "Got to Get You into My Life" não se tratava apenas de mais uma historinha de amor de um rapaz tentando colocar uma garota em sua vida. Somente tempos depois, soube-se que o "rapaz", o protagonista da canção era o próprio autor e que a "garota" era uma tal de Maria Joana - a danada da maconha.
"Got to Get You into My Life" foi lançada como single nos EUA somente em 1976, uma década depois de seu lançamento inicial e seis anos depois da separação oficial do grupo para promover o álbum "Rock And Roll Music". Foi gravada em Abbey Road entre 7 de abril e 17 de Junho de 1966 e evoluiu consideravelmente entre a primeira tomada e a versão final lançada no álbum. Chegou ao # 7 na Billboard Hot 100. Também foi gravada por Cliff Bennett and The Rabel Rousers numa versão que chegou ao Top 10 nas paradas britânicas em 1966.
A canção foi escrita por Paul, que queria copiar o som da Motown recém-desenvolvido pelo time de compositores-produtores Holland-Dozier-Holland, que trabalhavam para o grupo The Supremes. John acreditava que, ao mencionar "another kind of mind" nas letras, Paul estivesse aludindo às suas experiências com drogas. Ele confirmou ser isso mesmo. Era um hino de louvor à maconha disfarçado de canção de amor. Não era de uma mulher que ele precisava todo dia, era de um baseado.
No livro livro "Paul McCartney: Many Years From Now", de Barry Miles, McCartney revelou que a canção era sobre a maconha . "Got To Get You Into My Life foi uma que eu escrevi quando tinha sido previamente introduzido à erva... Então, é realmente uma música sobre isso, não é para uma pessoa. É realmente uma ode à maconha, como alguém pode escrever uma ode ao chocolate ou um bom vinho tinto".
Sobre a música, Thomas Ward da Allmusic disse: "McCartney sempre foi um grande vocalista, e este é talvez o melhor exemplo do seu potencial vocal em Revolver. Uma das preciosidades do álbum". Quando questionado sobre a canção em sua entrevista à Playboy em 1980, John Lennon disse: "É Paul novamente. Acho que foi uma de suas melhores canções, também".

Quem participou da gravação? Paul fez os vocais com a voz dobrada e o baixo; George Martin tocou o órgão. George Harrison – guitarra solo, Ringo – bateria e John Lennon, pandeiro (segundo o livro de Jeff Russel – Gravações Comentadas). O fundo de metais foi executado por Eddy Thornton, Ian Hammer e Les Conlon nos trompetes e Alan Brascomble e Peter Coe nos saxofones. A superbanda Earth, Wind & Fire regravou "Got to Get You into My Life" para o álbum com a trilha sonora do filme Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band em 1978. Também lançaram como single e apareceu no álbum The Best of Earth, Wind & Fire, vol. 1. Essa versão alcançou o número 1 na Hot Soul Singles e número 9 na parada de singles Hot 100 da Billboard. Ganhou um Grammy como Melhor Arranjo Vocal/Instrumental Acompanhado e também recebeu uma outra indicação como Melhor Performance Pop.
"Got to Get You into My Life" também foi gravada por Johnny Hallyday, The Four Tops, Blood, Sweat & Tears, Diana Ross & The Supremes, Thelma Houston, Syesha Mercado, Courtney Murphy, Matt Corby, Daniel Johnston, Matthew Sweet and Susanna Hoffs, Ella Fitzgerald, The Jazz Detectives, Joe Pesci, The Baby Dolls, Chris Clark, Chicago, Ali Campbell, Koritni entre outros menos cotados.

THE BEATLES - ROCK 'N' ROLL MUSIC - O ÁLBUM

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Pode-se dizer com certeza, que 1976 foi quase “o ano da volta dos Beatles”. O empresário Sid Bernstein fez uma proposta milionária para que eles se reunissem de novo, e a EMI lançou todos os LPs e compactos novamente. Além de um monte de coletâneas bobas que viriam depois (Love Songs, Ballads, Reel Music, etc.) ROCK 'N' ROLL MUSIC foi a primeira delas.
Em janeiro de 1976, os 9 anos de contrato dos Beatles com a EMI expirou. Assinado em 1967, deixava com a EMI os direitos de lançar qualquer disco dos Beatles, além de relançar quando bem entendesse toda a sua discografia. "Rock'n'Roll Music" foi o primeiro desta nova safra, e a primeira coletânea a abordar um só tema (Rock and Roll) num disco dos Beatles. Este álbum duplo, de capa dupla, idealizado por Roy Kohara e ilustrado por Ignacio Gomes, provocou polêmicas entre os fãs mais conservadores que compravam qualquer coisa "nova" dos BeatlesDas 28 músicas, 20 são da fase 63/66, e 8 são covers. É de se estranhar porque músicas como "Got To Get You Into My Life" (um Soul) e "The Night Before" (bem mais pop do que rock) neste disco de rock. Por que não "I've Got a Feeling" ou "One After 909" ou "Everybody's Got Something To Hide except me and my monkey"? Estanhamente, a versão de "Get Back" não é a completa do single, mas a do álbum Let it Be, produzida por Phil Spector sem o falso final. As 4 músicas do EP "Long Tall Sally" aparecem aqui em estéreo, assim como "I'm Down". Como iria se repetir nos lançamentos dos próximos anos, a EMI apenas repetiria músicas já lançadas em coletâneas pouco imaginativas. Mas apesar disso, "Rock'n'Roll Music" alcançou o 10º lugar em vendagens em 19 de junho de 1976. É um grande disco e eu ainda tenho o meu até hoje, em LP, CD e fita cassete. Não dou, não vendo e nem empresto!