domingo, 24 de setembro de 2017

O INCRÍVEL SHOW DO THE WHO NO ROCK IN RIO – QUEM?

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Que o tal do “Rock In Rio” é uma merda puramente midiática e sem qualquer critério ou escrúpulo, para macaco ver, acho que ninguém, com mais de cinquenta anos pode duvidar. Mas não é isso o que importa. O que realmente importa é que, pouquíssimas grandes bandas de verdade (e não essa farofada como esses ridículos do Aerosmith ou uma aberração como Guns) ainda podem mostrar ao mundo, e principalmente para essa grande privada chamada Brasil, que gigantes ainda caminham (e muito firmes) pela terra. O velho The Who, com 53 anos de idade, mostrou ontem no Rio, depois de já ter mostrado em São Paulo a que veio, e por a + b, como é que se faz um verdadeiro show de rock and roll. O texto que a gente confere, é de SILVIO ESSINGER, de O Globo. Tem algumas bobagens, mas a gente perdoa.
Com suas trajetórias gloriosas, os Beatles e os Rolling Stones ocupam as páginas mais importantes do livro que conta como o rock virou um fundamento da cultura ocidental. Mas há uma terceira via tão importante quanto — e que, assim como o beatle sobrevivente Paul McCartney e os Stones, continua a convocar arenas para ver a reencenação da História: The Who. Penúltima atração de hoje no Palco Mundo do Rock in Rio, a banda de 53 anos pisou pela primeira vez na América do Sul. Quebrar instrumentos e amplificadores no palco, em sacrifício ritual? Feito. Catalogar os anseios e agruras de uma juventude pós-Guerra? Idem. Experimentar com sintetizadores? Sim. Compor discos temáticos, contando histórias complexas e dramáticas ao longo de uma coleção de canções — principalmente. O Who é a juventude e a idade adulta do rock, e grande responsável por aquela música tida como descartável ter se tornado uma forma de arte. Com sua formação clássica, que perdurou entre 1964 e 1978, esses ingleses gravaram discos que definiram sua época — “The Who sell out” (1967), “Who’s next” (1971) e as óperas-rock “Tommy” (1969) e “Quadrophenia” (1973) — e elevaram significativamente os padrões de execução para uma banda de rock. Quem presenciou a química explosiva de Roger Daltrey (vocais), Pete Townshend (guitarra), John Entwistle (baixo) e Keith Moon (bateria) nos palcos, capturada magistralmente no disco “Live at Leeds”, de 1970, nunca esqueceu. Moon morreu em 1978, Entwistle, em 2002, mas o Who seguiu, entre paradas e retomadas. O grupo que chega ao Rock in Rio — após um intenso e elogiado show anteontem, em São Paulo, no Allianz Park — conta com o núcleo duro da lenda. Townshend não é só o herói da guitarra, popularizador dos power chords que deram a base para o heavy metal e o punk — ele é o compositor da banda, o artista que bancou a ambição de “Tommy” e que buscou o futuro do rock nos sons dos sintetizadores (em canções de sucesso como “Baba O’Riley” e “Won’t get fooled again”). Daltrey, por sua vez, é uma voz maior do que o mundo, que amplificou a mensagem de canções como “My generation” (dos versos “espero morrer antes de ficar velho”), “Pinball wizard” e “See me, feel me”.  “Hoje encontro garotos de 16 anos que são mais velhos do que eu. Eu me sinto, como na música do Bob Dylan (“My back pages”), mais jovem hoje do que quando era jovem. Não tenho mais medo”, assegurou o vocalista do Who Roger Daltrey, que não aparenta, nem de longe, a idade que tem – 73 anos, em entrevista recente. “Eu era um jovem com medo, sofri bullying a vida toda, quase virei bandido, cresci em um bairro barra-pesada de Londres e virei músico para fugir da bandidagem. O palco me salvou. A violência que levei para o palco era a que estava nas ruas da minha vida”. Os tempos em que o Who era o representante da subcultura mod — londrina, de jovens que se vestiam com terninhos de cortes impecáveis, zanzavam com lambretas e se reuniam para tomar anfetaminas e dançar soul a noite toda — são lembrados logo no começo do show, com “I can’t explain”, primeiro single da banda, lançado em 1965. Mesmo que os corpos (Daltrey tem 73 anos; Townshend, 72) não ajudem mais, o Who não se furta a tentar reviver sua juventude — alquebrados pela idade, sobreviventes dos excessos, mas ainda com a chama acesa, que tem como combustível uma eficiente banda de apoio, na qual desponta o baterista Zak Starkey, filho do Beatle Ringo Starr.
“My generation”, “The kids are alright” e “I can see for miles” (de 1967, que antecipa um bocado do heavy metal) são outras das canções iniciais que o Who tem apresentado ao vivo e que atestam o gênio de Pete Townshend, uma referência intelectual da música, um visionário que tem tanto a dizer sobre a gênese do rock de arena quanto a reação, com uma volta ao básico, promovida pelo punk rock a partir de 1976. Permanentemente inquieto, ele publicou na quarta-feira, já em São Paulo, na sua página no Facebook, indicações de que o futuro ainda promete bastante. “Estou me preparando para tirar um ano sabático de todas as coisas que eu normalmente faço na minha carreira”, anunciou o guitarrista. “Tenho muitas dúvidas se vão me pagar o mesmo do que quando trabalho com The Who, mas isso é realmente necessário para mim. Preciso tão desesperadamente fazer algo novo e diferente — e ainda não tenho um plano para o que eu possa fazer. Surgirá, suponho. O problema óbvio para mim, trabalhando com The Who, é que estou constantemente tocando música que compus há muito tempo — a maior parte feita há mais de 35 anos. Tenho sorte de muitas maneiras, mas há um pequeno pedaço de mim que tem uma voz invulgarmente alta. Quando estou no palco, às vezes ela diz ‘Você foi tão brilhante, jovem Pete’. Nas outras vezes, diz ‘Quando vamos tocar algo difícil".
Infelizmente, ou ainda bem, não há vídeos disponíveis sobre o histórico show de ontem no Rio. Então, a gente fica mesmo com o que é velho e que era bom. Vamo lá, rapaziada!

THE BEATLES - DEAR PRUDENCE

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Prudence era Prudence Farrow (irmã mais nova da atriz americana Mia Farrow), que fez o mesmo curso que os Beatles na Índia. A música era um apelo para que ela saísse de seus períodos de meditação excessivamente longos e relaxasse com o resto do grupo. No final da versão demo de "Dear Prudence", John continua tocando violão e diz: "Ninguém tinha como saber que mais cedo ou mais tarde ela ficaria completamente desvairada sob os cuidados do Maharishi. Todas as pessoas em volta estavam muito preocupadas porque ela estava enlouquecendo. Então nós cantamos para ela". Depois, John explicaria que Prudence tinha ficado levemente "maluca", ela estava trancada em seu quarto meditando havia três semanas, "tentando chegar a Deus mais rápido do que qualquer um". Paul Horn, o flautista americano, diz que Prudence era uma pessoa extremamente sensível e que, ao mergulhar direto em profunda meditação, contrariando a orientação do Maharishi, tinha se permitido entrar em um estado catatônico. "Ela estava totalmente pálida e não reconhecia ninguém. Não reconheceu nem o próprio irmão, que estava no curso conosco. A única pessoa a quem ela demonstrou algum sinal de reconhecimento foi o Maharishi. Todos estavam muito preocupados, e o Maharishi designou uma enfermeira em tempo integral para ela."
Prudence, cujo alojamento ficava no mesmo prédio que os quatro Beatles e suas parceiras, nega que estivesse louca, mas concorda que era mais fanática por meditação que o resto do grupo. "Eu meditava desde 1966 e tinha tentado fazer o curso em 1967, então foi como a realização de um sonho para mim. Estar naquele curso era mais importante do que qualquer coisa no mundo. Eu estava muito empenhada em fazer o máximo de meditação possível, para que pudesse adquirir o máximo de experiência para dar aulas. Sei que deve ter parecido estranho por que eu sempre corria de volta para o quarto depois das palestras e refeições para meditar. Era tudo tão fascinante para mim. John, George e Paul queriam ficar tocando e se divertindo, e eu voava para o quarto. Eles eram muito sérios sobre o que estavam fazendo, mas não eram tão fanáticos quanto eu. A música que John escreveu só dizia 'venha brincar conosco. Saia e se divirta'", ela diz. Ela acabou aceitando o convite e conheceu bem os Beatles. O Maharishi a colocou no grupo de discussão depois das aulas com John e George. Ele achava que os dois seriam bons para ela. "Nós falamos sobre as coisas pelas quais estávamos passando. Estávamos questionando a realidade, fazendo perguntas sobre quem éramos e o que estava acontecendo. Eu gostei deles, e acho que eles gostaram de mim", ela conta. Apesar de a música ter sido escrita na Índia e de Prudence ter ouvido várias jam sessions com os Beatles, Mike Love e Donovan, John nunca tocou a música para ela. "Foi George que me falou da música", diz. "No fim do curso, quando estavam indo embora, ele comentou que tinham escrito uma música sobre mim, mas eu só ouvi quando ela foi lançada no álbum. Fiquei lisonjeada. Foi um gesto lindo."
Dear Prudence foi gravada no Trident Studios, em oito canais, nos dias 28 e 29 de agosto de 1968. Mais tarde, foi concluída no dia 13 de outubro, em Abbey Road. Ringo Starr não participou da canção, pois ele havia se aborrecido com Paul e com o clima das sessões de gravação deste álbum, tendo, por alguns dias, abandonado o trabalho com os seus companheiros. Paul McCartney, assumiu as baquetas durante o período em que Ringo esteve ausente (além desta música, ele gravou “Back in the U.S.S.R.”). Ringo retornou após um pedido de desculpas pela banda com flores espalhadas pela sua bateria, um presente especial de George Harrison. Prudence hoje é casada e vive na Flórida, onde dá aulas de meditação.

GEORGE HARRISON - IF YOU BELIEVE

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"If You Believe" é uma música de George Harrison de seu álbum de 1979, George Harrison. Harrison começou a escrever a música com Gary Wright no dia de Ano Novo de 1978 e terminou um mês depois, quando estava no Havaí. Encerrando o álbum de forma brilhante, "If You Believe", ensolarada e cheia de otimismo, aparece como sua última faixa. A letra é uma declaração sobre o poder da fé alcançar um resultado desejado. Harrison gravou "If You Believe" em seu estúdio em casa, FPSHOT, em Oxfordshire. A faixa inclui uma contribuição do sintetizador de Gary Wright e foi coproduzida por Harrison e Russ Titelman. O arranjo musical também apresenta múltiplas guitarras acústicas, um som de bateria pesada e cordas orquestrais. "If You Believe" foi considerada para ser lançada como single depois de "Love Comes to Everyone", mas o lançamento não aconteceu.

Não deixe de conferir também GEORGE HARRISON - GEORGE HARRISON 1979 – Imperdível, com texto da Ana Maria Baiana e ainda GARY WRIGTH - TWO FACED MAN - Sensacional!

O CORREIO ENTREVISTA PAUL McCARTNEY

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Em entrevista exclusiva, o ex-Beatle falou sobre o novo disco, a histórica apresentação no Maracanã em 1990 e a infância em Liverpool.
“Mande meu amor para a plateia de Salvador e diga que vamos ter uma grande noite”.
É assim, com a já conhecida gentileza que marca seu caráter, que Paul se despede da entrevista que concedeu com exclusividade ao CORREIO por telefone, de Nova York, poucas horas antes de se apresentar naquela noite.
Depois de décadas de espera, finalmente o ex-beatle vai se apresentar em Salvador, no dia 20 de outubro. O show na Arena Fonte Nova faz parte da turnê One on One, em que ele canta cerca de 40 canções que marcaram sua carreira solo, além de clássicos dos Beatles, como Let it Be e Hey Jude. Aos 75 anos de idade e depois de alcançar todas as marcas que qualquer artista poderia desejar, Paul diz o que ainda lhe motiva é a energia do público: “Acho que a plateia se cansa mais do que eu no show”, brinca o músico. Na conversa com o CORREIO, ele relembra a histórica apresentação que fez no Maracanã, em 1990, quando uma chuva que persistia por dias esvaiu-se milagrosamente uma hora antes de ele entrar no palco. E, num dos trechos mais emocionantes, ele fala sobre como foi crescer em Liverpool, uma cidade que havia sido bombardeada durante a II Guerra Mundial e, por isso, impunha uma série de restrições: “Qualquer prazer, por menor que fosse, era um luxo para nós, afinal não tínhamos quase nada”.
Sua primeira vinda ao Brasil foi em 1990, naquele show histórico no Maracanã, com mais de 180 mil pessoas. Que lembranças tem do show e dos dias que antecedaram a apresentação?
Aquele show foi ótimo e tenho uma lembrança muito especial. Mas me lembro também de estar indo para o Maracanã, que era muito famoso e imenso, e nós todos estávamos muito emocionados e chovia demais. A gente passou uma semana ensaiando e só chovia, chovia e chovia. Na entrevista coletiva, alguém me perguntou o que eu faria se chovesse durante o show e eu disse: ‘A chuva vai parar’. E a minha equipe me olhou dizendo: ‘Você está brincando?!’. Aí, uma hora antes de entrar no palco, a chuva parou e todos me reverenciaram como se eu tivesse um pacto secreto com alguma entidade. Foi tudo muito bem, felizmente. Mas a maior lembrança que fica é de um público maravilhoso que estava curtindo a música. Ah, e eu não vi, mas uma pessoa que trabalhava na minha equipe disse que estava dando uma volta na plateia e viu um casal fazendo amor. E isso ficou em minha memória.
Esta é sua primeira apresentação em Salvador, que há décadas esperava pelo seu show. O que os baianos podem esperar desta apresentação?
A verdade é que sempre que vamos à América do Sul, nossa expectativa é especial em relação à plateia, que ama música. Então, vamos ficar muito felizes e com certeza vamos ter uma grande noite. Será uma grande festa e a nossa expectativa é principalmente de nos divertirmos.
Você vai passar por quatro cidades brasileiras em apenas uma semana. Ainda assim, acha que terá tempo para aproveitar a vinda a Salvador como turista?
Normalmente, nós vamos àqueles lugares que dizem ser os mais interessantes, mas infelizmente nem sempre a gente tem tempo. Mas, se tivermos tempo, vamos sim viver a cidade como turistas.
Há exatos 50 anos, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band foi lançado e ainda hoje é apontado por muitos críticos como o maior álbum da história. E você, concorda com isso?
Sinceramente, não sei, porque depende do gosto de cada um. Mas esse foi um disco especial e revolucionário na época. E nós certamente nos divertimos criando aquele álbum porque liberamos a imaginação totalmente. A liberdade criativa que tivemos tornou aquele disco especial. Algumas pessoas talvez prefiram outros, mas é para mim um de meus álbuns especiais.
Muitos artistas brasileiras já gravaram canções suas e dos Beatles. E você conhece a música brasileira?
De uma maneira geral, o ritmo da música brasileira me interessa. E tenho alguns discos que ouço quando quero levantar o astral. A música brasileira me deixa feliz. Não me lembro agora quem é, mas tenho um CD de uns brasileiros que é um dos meus favoritos e eles são bem conhecidos aí.
Você nasceu em Liverpool, em 1942, durante a II Guerra Mundial. Como foi viver numa cidade que estava sob os escombros de um conflito bélico?
Nasci durante a Guerra, mas não me lembro do conflito exatamente. Minhas primeiras lembranças são mesmo de depois da Guerra e as condições eram realmente severas: havia racionamento e não tínhamos a comida de que precisávamos. Tudo era racionado. Às vezes, conseguíamos algo especial porque minha mãe era parteira e ela conseguia umas comidas especiais para a gente, para tornar os bebês mais saudáveis. E uma dessas coisas era um suco de laranja concentrado que nós amávamos, era exótico para nós. Mas qualquer prazer, por menor que fosse, era um luxo para nós, afinal não tínhamos quase nada. Mas eu tive uma infância muito feliz porque todos viviam mais ou menos do mesmo jeito e não havia diferença entre nós e as outras pessoas que eu conhecia. Todos nós vivíamos na mesma situação.
Ouça trecho da entrevista em inglês:E o que você e seus amigos faziam para se divertir num cidade destruída pela guerra?
Jogávamos futebol na rua, e se não tivesse uma bola, a gente chutava uma latinha mesmo. Ganhei uma bibicleta quando fiz 11 anos e saía andando com elea pela cidade. Eram prazeres simples, mas muito especiais. Mas aquilo foi bom de certa forma porque nos deixou sedentos pelo sucesso. Embora tudo que a gente queria na época era ter um carro, um violão e quem sabe, um dia, uma casa. Cada coisinha era muito especial.
Você recentemente realizou uma parceria com Kanye West e Rihanna na canção FourFiveSeconds. Gosta de trabalhar com artistas mais jovens?
Eu gosto de fazer algo diferente e neste caso, ele me pediu para trabalhar com ele e achei muito interessante. Gosto do trabalho dele, ele é talentoso e fiquei feliz de trabalhar com ele. Mas a questão não é trabalhar com artistas mais jovens, mas com pessoas interessantes e ele é, definitivamente, é interessante.
Você já está preparando mais um álbum solo? O que seus fãs podem esperar dele?Estou indo fazer um show no Barclays Center (no Brooklyn, em Nova York), hoje à tarde, mas, ainda assim, entre um show e outro, eu vou fazendo o novo disco. E é interessante porque há uma faixa especial para o Brasil, mas é tudo que posso te dizer agora. E acho que vocês vão gostar disso.
Os Beatles realizaram sua última apresentação ao vivo no Candlestick Park, em 1966, antes de pararem de realizar shows. Em 2014, o senhor retornou ali para se apresentar. Como foi retornar ao local?
O estádio estava para ser demolido e nós seríamos os últimos a tocar lá e achamos que seria uma ótima ideia retornar ali, para marcar o evento. Fizemos um show bacana. Nos convidaram e perguntaram se daríamos a honra de fazer o show que encerraria o estádio. Como o último show dos Beatles havia sido ali, ficamos muito felizes.
O senhor ainda mantém contato com Ringo Starr? Ainda se encontram com frequência e sobre o que costumam conversar?
Sim, nós nos vemos com certa regularidade. Ele vive em Los Angeles e quando eu vou lá, o vejo sim. Toquei baixo no disco mais recente dele (Give More Love) em algumas faixas. Eu frequento a casa dele e ele, a minha sim. Falamos sobre fatos recentes, que aconteceram no dia anterior e também falamos da nossa história, das boas lembranças que temos.
Aos 75 anos de idade, o senhor ainda se apresenta por quase três horas num show bem agitado. Além disso, já é artista há quase 60 anos e já conquistou tudo que um ser humano “normal” poderia desejar? Você nunca se cansou?
Na verdade, não fico cansado. Acho que o público se cansa mais do que eu. É surpreendete porque sempre achei que um dia ia ficar cansado ou entediado, mas o que eu faço é muito interessante. Mas o que é especial mesmo é o público. Gosto de tocar, de cantar e tenho uma banda ótima, de primeira qualidade. Então, curtimos tocar juntos. Mas o principal é aquilo que você recebe da plateia. Temos uma resposta ótima da plateia e é isso que me motiva a fazer mais. Então, em vez de me sentir cansado, eu me sinto ainda mais energizado por causa do público.

THE BEATLES - A HARD DAY'S NIGHT - THE SONG

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"A Hard Day's Night" abre com o acorde mais famoso do rock: uma rajada radiante de uma guitarra de 12 cordas, evocando o caos e a euforia da Beatlemania em seu auge. O tom ensolarado do acorde, a empolgação do desempenho dos Beatles e o suspiro de exaustão do título fazem de Os Reis do Iê-Iê-Iê, o filme ficcional, um documentário compacto sobre a ascensão meteórica dos Beatles. "Naquela época, os começos e encerramentos das músicas eram algo que eu tendia a organizar", disse George Martin. "Precisávamos de alguma coisa arrasadora, que fosse um 'chacoalhão' súbito na música. Ele acertou por acaso", contou o produtor. (Em uma entrevista em fevereiro de 2001, Harrison disse que o acorde era um "Fá com um Sol por cima, mas você vai ter de perguntar a Paul sobre a nota do baixo para saber a história toda". McCartney tocou um Ré em tom alto.
O título veio de uma brincadeira de Ringo. "Nós estávamos trabalhando dia e noite", ele relembrou. "E eu fiquei pensando que ainda era dia e disse: 'It's been a hard day' ['está sendo um dia duro']. Ao perceber que já estava escuro, [completei com]: '...'s night!' ['... noite!']". Quando Lennon contou a observação ao diretor Richard Lester, ela se tornou instantaneamente o título do filme. Tudo o que tiveram de fazer foi escrever uma música que o acompanhasse. "John e eu estávamos procurando por títulos", disse McCartney. "Uma vez que você tem um bom título, é meio caminho andado. Com A Hard Day s Night', você já tinha quase tudo". John compôs a música na noite anterior à gravação e o grupo a registrou em espantosas três horas.
O maior problema era o solo de Harrison: um take que apareceu em um disco não-oficial nos anos 80 mostra o guitarrista se atrapalhando com as cordas, perdendo o tempo e errando notas. Mas quando a sessão terminou, às 22h daquela mesma noite, Harrison havia esculpido um de seus mais memoráveis solos - um precioso dedilhado crescente tocado duas vezes e arrematado com um floreio circular, com o badalar de sino de igreja de sua guitarra ecoado no piano por Martin. "George passava muito tempo trabalhando nos solos", disse Geoff Emerick. "Tudo era um pouco mais difícil para ele, nada veio muito facilmente." Harrison também tocou o arrasador fade-out, um ressoante arpeggio de guitarra que foi inspirado por Martin. "Eu estava frisando a eles a importância de fazer a música se encaixar, não exatamente terminando, mas ficando suspensa de modo a conduzir para a atmosfera do próximo clima", explicou o produtor.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

THE BEATLES - BOYS - SENSACIONAL!

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"Boys" é uma música de Luther Dixon e Wes Farrell, originalmente gravada por The Shirelles e lançada como lado B de seu single "Will You Love Me Tomorrow" em novembro de 1960. Foi regravada pelos Beatles e incluída no seu primeiro álbum lançado no Reino Unido, Please Please Me, em março de 1963. A versão dos Beatles foi gravada nos estúdios da EMI em Abbey Road, no dia 11 de fevereiro de 1963, em uma única tomada. Foi o primeiro vocal de Ringo com os Beatles e a primeira vez que muitos fãs ouviram Ringo conduzindo o vocal principal. Esta versão tem muitas semelhanças com o sucesso de Ray Charles "What'd I Say", particularmente durante os versos do coro. Os Beatles não se preocuparam com possíveis caminhos homossexuais que acompanham o vocal de uma canção sobre meninos, cantada antes por meninas, embora alterem os pronomes de gênero empregados na versão das Shirelles ("Minha garota diz quando beijo seus lábios ..."). "Boys" sempre foi o número de Ringo nos Beatles durante os dias do Cavern Club. Uma versão ao vivo da música foi incluída no álbum The Beatles no Hollywood Bowl, lançado pela primeira vez em 1977. O fato é que, com os Beatles, "Boys" era fatal e exercia o efeito desejado com as garotas chamando a atenção para Ringo, no que ficou convencionado de ser chamado pelos outros de "Starr Time" (A Hora de Ringo), que logo deu lugar para "I Wanna Be Your Man".

IMAGEM DO DIA - THE BEATLES!

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ERIC CLAPTON - LIFE IN 12 BARS

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O documentário Life in 12 Bars, que conta a vida de Eric Clapton, estreou no Toronto International Film Festival, no Canadá, no dia 11 de setembro de 2017. A aguardada produção, também irá ao ar no canal de TV a cabo norte-americano Showtime, em fevereiro de 2018. Dirigido por Lili Fini Zanuck (“Conduzindo Miss Daisy”), o longa mostra a ascensão do músico, desde o início da carreira ao lado do Bluesbrakers até atingir o status de “Deus da Guitarra”. Além disso, relata detalhes inéditos sobre a vida de Clapton fora dos palcos, com base num extenso arquivo pessoal de vídeos raros, fotos, cartas e diários pessoais cedidos pelo próprio artista. A equipe do documentário conta ainda com nomes como o produtor John Battsek (“Procurando Sugar Man”) e o editor Chris King (“Amy”). Apesar de abordar os problemas vividos pelo cantor como os vícios em drogas e álcool e a perda do filho, Lili Zanuck afirma que “A música de Clapton é a base do filme. O compromisso dele com as origens e tradições do blues sempre foi absoluto, desde o início da carreira”. Clapton, que também é coprodutor do documentário, falou sobre a dificuldade de responder às entrevistas, de ter que rever lembranças, mas que no final o trabalho serviu como reflexão para examinar suas falhas ao longo dos 72 anos de vida. A prévia se inicia com um depoimento da lenda do blues B.B. King, amigo e parceiro no álbum “Riding with the King” (2000), seguindo para vídeos e imagens inéditas do arquivo pessoal de Clapton – desde a infância, passando pela banda Cream até a carreira solo. “Me assistir passando por aquilo não foi fácil”, declarou o músico em entrevista após a exibição do documentário no Festival Internacional de Cinema deToronto. “Até o momento em que parei de beber, tudo que eu disse era completa bobagem”; acrescentou. O doc reúne vídeos caseiros, partes de grandes shows com Jimi Hendrix, George Harrison e B.B. King e entrevistas com integrantes das ex-bandas de Clapton Yardbirds e Cream, de Pattie Boyd, sua ex-esposa e até da avó do guitarrista. Eric Clapton já havia passado por uma experiência similar à do filme quando lançou sua autobiografia, em 2007. No livro, ele descreve detalhes da sua vida como seu envolvimento com as drogas por 20 anos e conta que, na década de 1970, chegou a gastar US$ 16 mil em heroína. Fala ainda sobre a morte de Conor, aos 4 anos, seu filho com a modelo da Itália Lori Del Santo, e que este momento de dor foi também o impulso para a sobriedade. Para ele, Clapton compôs a música ‘Tears in Heaven’. “É, com certeza, uma volta vitoriosa e melancólica, cheia de nostalgia, e musicalmente potente”, declarou Zanuck em entrevista à Reuters. “Apesar do fato de que a trajetória dele foi cheia de tragédias, vício e perdas, ele sempre conseguiu se recuperar e servir àquilo que mais ama: a música.”

GEORGE HARRISON - EXTRA TEXTURE

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Extra Texture (Read All About It) é o sexto álbum de estúdio de George Harrison, lançado em 22 de setembro de 1975. Foi o último álbum de Harrison sob seu contrato com a Apple Records e a EMI, e o último álbum de estúdio emitido pela Apple. O lançamento ocorreu nove meses após a turbulenta turnê norte-americana de 1974 com Ravi Shankar e o mal recebido álbum Dark Horse. O humor melancólico da gravação reflete o estado de depressão de Harrison gerado pela crítica a esses projetos. GEORGE HARRISON - EXTRA TEXTURE - 1975

CARL PERKINS AND FRIENDS - A ROCKABILLY SESSION

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"Carl Perkins & Friends - Blue Suede Shoes: A Rockabilly Session" foi um concerto realizado pelo grande Carl Perkins em 9 de setembro de 1985 em Londres, no Limehouse Studios e que contou além da banda de Perkins, com um supertime de fazer inveja a qualquer um. A constelação de conividados especiais contou com amigos - fãs e admiridadores - do mestre tais como George Harrison, Ringo Starr, Eric Clapton , Dave Edmunds (que também foi o diretor musical do show) e Rosanne Cash (filha de Johnny Cash). A maioria do repertório executado no show consistiu em canções clássicas de Perkins - puro rockabilly dos anos 1950. O concerto especial foi ao ar originalmente pelo canal Cinemax em 1986, com comentários introdutórios de Johnny Cash, Roy Orbison e Jerry Lee Lewis. O concerto é um destaque memorável tanto da carreira de Perkins como de todos que fizeram suas participações especiais, inclusive George Harrison.A SUPERBANDA: Carl Perkins (guitarra e vocais), George Harrison (guitarra e vocal), Ringo Starr (bateria e vocal), Eric Clapton (guitarra, vocais), Dave Edmunds (guitarra, vocais), Greg Perkins (baixo), Lee Rocker (contrabaixo), Slim Jim Phantom (bateria), Earl Slick (guitarrista), David Charles (bateria), John David (baixo), Mickey Gee (guitarra), Geraint Watkins (piano) e Rosanne Cash (vocal). Mas o que é mais legal mesmo, é que aqui, a gente confere o show inteiro.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

JOHN LENNON - STEEL AND GLASS - SENSACIONAL!

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“Steel And Glass” foi escrita e composta, gravada e produzida por John Lennon entre julho e agosto de 1974. Foi lançada em 4 de outubro (Reino Unido) e 26 de setembro de 1974 (EUA)“Steel And Glass” é comumente creditada como dirigida a Allen Kleinseu antigo gerente de negócios, mas John Lennon nunca disse nem disdisse. A música apareceu em seu quinto álbum solo Walls And Bridges de 1974. Lennon gravou uma demo de guitarra de Steel And Glass no verão de 1973, antes do trabalho de estúdio em Mind Games. Nesta fase, ele tinha a melodia e algumas linhas de letras, mas demoraria ainda um ano para amarga Steel And Glass pudesse ser ouvida em seu Walls And Bridges. Antes de gravar o álbum, em julho de 1974, Lennon passou cerca de 10 dias na pré-produção no Sunset Studios e Record Plant East, em Nova York. Durante este período, ele ensaiou várias canções com os músicos que recrutou para as sessões. Uma versão editada de Steel And Glass a partir desta época foi incluída na coleção póstuma Menlove Ave, lançada em 1986 - uma interpretação rígida com a guitarra de cordas de aço de Lennon na frente, mas ainda sem o arranjo de cordas da versão final. Na gravação do álbum, uma vez que a trilha básica foi concluída, foram adicionados vários overdubs. Os acréscimos dos violinos deram à música um tom ainda mais pesado. “Steel And Glass” juntamente com “Scared” são duas das grandes canções em “Walls And Bridges” cheias de pavor, rancor e desespero, que remetem diretamente ao período “primal” de John Lennon do álbum “John Lennon/Plastic Ono Band” de 1970. Visceral.

Candlebox é uma banda de post-grunge de Seattle, Estados Unidos formada em dezembro de 1991, o nome original era Uncle Duke, depois, trocaram de nome em tributo a um sucesso da banda Midnight Oil. Essa versão de Steel And Glass (bem interessante) é de 1995.

BOB GRUEN – ROCK PHOTOGRAPHER

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Bob Gruen é o autor da maioria das boas fotos de John Lennon nos seus anos de Nova York. Também é o responsável pela maioria das mais icônicas fotografias de grandes popstars do rock e punk.

Gruen nasceu em Nova Iorque em 1945 e desde muito cedo já se interessava pela fotografia por influência de sua mãe, mas foi nos anos 1960 que começou a trabalhar como fotógrafo de verdade e a registrar shows e festivais. Com mais de 40 anos de carreira, ele fotografou os Sex Pistols, John Lennon, os Ramones, Debbie Harry, Eric Clapton, Jerry Garcia, Led Zeppelin, Chuck Berry, KISS, Elton John, The New York Dolls, Patti Smith, The Clash, Blondie, David Bowie, Yoko Ono, Joe Strummer, The Who e tantos outros que não caberiam aqui.


Bob Gruen conheceu os Lennons logo que chegaram à Nova York e pelo seu jeito tímido e pouco invasivo ele acabou se tornando um amigo próximo do casal ao qual fotografou por toda a década.

Sem dúvida, a foto mais famosa de Lennon feita por Bob Gruen é dele com os braços cruzados, óculos escuros, uma camiseta de Nova York e o cabelo ao vento. Sobre essa foto Gruen disse: “John Lennon me pediu que viesse para o Penthouse Aptº no lado leste de Nova York para fazer umas fotos para a capa do seu álbum ‘Walls And Bridges’. Depois de tirar uma série de retratos para a capa do disco, tiramos mais algumas fotos informais para usar para a publicidade. Perguntei-lhe se ele ainda tinha a camiseta da cidade de Nova York que eu tinha dado a ele um ano antes e ele foi colocá-la e então fizemos essa foto”.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

REVISTA 'ROLLING STONE' É COLOCADA À VENDA

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Símbolo da cultura pop, publicação de 50 anos enfrenta dificuldades após crise de credibilidade e novo cenário digital.
A icônica revista de crítica musical e cultura pop, Rolling Stone, vai mudar de mãos. A editora responsável por sua publicação anunciou no final de semana que colocou à venda sua participação no controle da revista, que completou 50 anos em 2017. A decisão vem em meio ao cenário cada vez mais incerto das publicações impressas, disse o fundador da revista, Jan Wenner. Ainda estudante, Wenner criou a revista em São Francisco, em 1967, ao lado do crítico de música Ralph Gleason. Hoje, ele controla a publicação ao lado de seu filho, Gus. Isso porque a revista permaneceu sob o controle de sua empresa, a Wenner Media, desde então. Apesar disso, o criador justifica a medida, alegando que o futuro parece desafiador para uma editora familiar. “Há um nível de ambição que não conseguimos alcançar sozinhos” disse Gus Wenner. “Estamos sendo proativos e queremos nos adiantar à curva”. Além de ser uma das mais influentes revistas do cenário musical, a Rolling Stone conta também com um forte jornalismo político, e fez história com suas capas, que durante muitos anos foram o símbolo máximo do sucesso e relevância. Desde Jim Morrison, do "The Doors", passando por Madonna e Lady Gaga, até presidentes, atores e até mesmo Papas. A revista também criou uma geração de críticos de música bem conhecidos como Lester Bangs e escritores sociais e políticos como Tom Wolfe, Hunter S Thompson e PJ O'Rourke. Mas a reputação da revista — e suas finanças — sofreram um golpe depois da publicação de uma história falsa, em 2014, sobre um suposto estupro no campus da Universidade da Virgínia. A revista teve que se retratar, dizendo que não realizou procedimentos jornalísticos básicos de verificação de fatos. No entanto, a empresa disse que a Rolling Stone ainda atinge 60 milhões de leitores por mês, e que sua pegada de mídia digital e social está crescendo rapidamente. "Nós demos grandes passos para transformar a Rolling Stone em uma empresa multiplataforma, e estamos entusiasmados em encontrar o lar certo para construir nossa base sólida", disse em comunicado Gus. Essa não é a primeira baixa da empresa. Ainda este ano, a família Wenner vendeu outros dois títulos — a revista de celebridades US Weekly e revista sobre estilo de vida masculino Men's Journal — para a American Media, uma editora de tablóides, como o National Enquirer.No ano passado, a empresa vendeu uma participação de 49% da própria Rolling Stone para a startup de criação de música e tecnologia de Cingapura, BandLab Technologies. Ainda não se sabe se a empresa já está em negociações com potenciais compradores.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

SID BERNSTEIN - O HOMEM QUE QUERIA A VOLTA DOS BEATLES

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Sid Bernstein, nascido em 12 de agosto de 1918, foi empresário, produtor musical e promoter americano. Bernstein ajudou a iniciar a invasão britânica, trazendo os Beatles até os Estados Unidos, e também os Rolling Stones, Herman's Hermits, The Moody Blues e The Kinks, mudando o cenário da música americana na década de 1960. Ele foi o primeiro empresário a organizar concertos de rock em estádios esportivos. Foi ele o responsável pela famosa apresentação dos Beatles no Shea Stadium. Também organizou concertos para Frank Sinatra, Ray Charles, Jimi Hendrix, Sly & the Family Stone, Bruce Springsteen, Laura Branigan e Lenny Kravitz. Bernstein foi o primeiro a encenar um show de rock no Madison Square Garden (The Concert For Bangladesh). Bernstein morreu em 21 de august 21 de 2013 com 95 anos.
No dia 19 de setembro de 1976, o promotor de eventos Sid Bernstein, o homem responsável pelas apresentações dos Beatles no Shea Stadium uma década antes, publicou um anúncio de página inteira no New York Times demonstrando suas esperanças de reunir os Beatles para um concerto. Um evento que iria trazer consolo para um mundo "tão desesperadamente dividido". Ele salienta que as receitas poderiam chegar a US$ 230 milhões - Cerca de 1 bilhão de dólares em dinheiro de hoje. Os ex-Beatles, todos deram de ombros. Em 1979, ele tornaria a repetir a dose. A “história oficial” diz que eles nunca responderam a estes anúncios, mas Bernstein afirmou em uma entrevista em 2001 que Lennon pediu "mais detalhes" depois de ver o segundo anúncio em 79. Com base no anúncio publicado por Bernstein em 76, o produtor do programa “Saturday Night Live” - Lorne Michaels, anunciou que daria 3 mil dólares se os Beatles aparecessem lá “ao vivo” naquela noite. O que ele não sabia, era que John e Paul estavam juntos no Dakota vendo o programa e por alguns minutos acharam que seria “um tremendo sarro” aparecerem lá para faturar a mixaria. Mas acabaram desistindo. Esse episódio, é basicamente o argumento do filme “Two Of Us” ou "Tudo Entre nós". Aqui no Brasill, o texto do anúncio de Sid Bernstein, apareceu na íntegra na sensacional revista “Violão e Guitarra Especial” N°7 – Beatles”, em novembro de 1976 e a gente confere aqui:
  Domingo, 19 de setembro de 1976.
Prezados George, John, Paul e Ringo: Vocês fizeram do mundo um lugar mais alegre para se viver. Sua música encontrou o caminho nos corações de milhões de pessoas em todo os cantos do mundo. Durante quase dez anos, seus velhos e dedicados amigos e incontáveis novos desejaram, esperaram e pacientemente aguardaram um sinal de vocês, para que tocassem em cima de um palco, por apenas mais uma vez, individualmente, ou juntos. Em um mundo que parece inevitavelmente dividido, comprometido com a guerra civil, aterrorizado por terremotos, e, frequentemente, vivendo no medo de se repetirem amanhã as manchetes trágicas, mais do que nunca, precisamos de um símbolo de esperança para o futuro. Simplesmente mostrando ao mundo que pessoas podem chegar lá, juntas. Permitam ao mundo sorrir por mais um dia. Vamos, nós, mudar as manchetes do desânimo e da falta de esperança para música, vida e uma mensagem mundial de paz. Vocês quatro estão entre os pouquíssimos que têm uma posição de realizar o sonho de um mundo melhor no coração de milhões, em apenas um dia. 0 fardo do mundo não está nos ombros de vocês - todos nós compartilhamos essa responsabilidade. Esta proposta é feita para que vocês a considerem, apenas se vocês puderem encontrar tempo. E energia para fazer acontecer. Nós daqui daríamos as boas-vindas ao retomo de vocês. 0 plano: sua aparição num palco, quer vocês toquem individual ou coletivamente, ou de ambas as formas. Isto seria visto por uma plateia de milhões. Ingressos razoavelmente baratos seriam vendidos com antecedência, em todo teatro, auditório, ginásio ou estádio - onde um circuito fechado de televisão pudesse ser instalado. No dia do evento, seria pedido ao público para trazer, além do ingresso, uma lata de mantimento ou uma peça de roupa nova ou usável, para serem depositadas em caixas nas bilheterias. Esses presentes poderiam alimentar e vestir durante anos uma nação empobrecida.Uma fundação beneficente ou organização mundial como a "CARE" ou "UNICEF" (Fundo das Nações Unidas para a Infância) pode ceder seus recursos para recolher esses presentes no dia seguinte ao concerto de vocês, e distribuí-los cinco dias depois numa região transformada, da noite para o dia, em naçào de esperança e vida. Os vinte por cento destas cifras poderiam ser dirigidos à alimentação e educação de crianças órfãs das nações necessitadas. Os rendimentos possíveis: 100 milhões de dólares da venda de um disco gravado ao vivo neste evento: 40 milhões de dólares da venda de lugares a preço razoável de todo local com circuito fechado; 15 milhões de dólares pelos direitos de transmissão por TV para todo o mundo, para que seja mostrado no dia ou na semana seguinte ao concerto, 60 milhões de um filme do acontecimento, e uma quantidade igual de filme devotada a cada um de vocês - para conversar, tocar, ou dividir da sua própria maneira, suas vidas como indivíduos com seus amigos que querem ver vocês... 15 milhões da venda de programas e lembranças. A hora - Dia de Ano Novo ou Páscoa de 1977. O lugar: Belém, Liverpool, ou onde for o certo! Respeitosamente, Sid Bernstein.

JOHN LENNON - THE FAT BUDGIE

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Em setembro de 1964, John Lennon autorizou que seu desenho "The Fat Budgie", publicado originalmente em seu livro "In His Own Write" fosse impresso como cartões de natal. Em junho de 2014, os manuscritos e desenhos originais de John Lennon, produzidos para seus dois únicos livros em meados dos anos 1960, foram leiloados por 2,9 milhões de dólares. Todos os 89 lotes à venda, do livro "In His Own Write", de 1964, a "A Spaniard in the Works", de 1965, foram arrematados. Juntamente com outros itens de grande destaque no leilão, estavam o desenho original de "The Fat Budgie", vendido por 143 mil dólares, e um desenho a tinta de um guitarrista, arrematado por 137 mil dólares.

Não deixe de conferir também a postagem JOHN LENNON - UM ATRAPALHO NO TRABALHO - IMPERDÍVEL!

SIMON AND GARFUNKEL - THE CONCERT IN CENTRAL PARK

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Um ano depois da morte de John Lennon, o povo de Nova York ainda sofria, chorava e lamentava. Aquela data, o final do ano de 1980 ficou tão marcado para os americanos (e todos nós) como o dia em que John Kennedy ou Martin Luther King também foram assassinados, ou como o 11 de setembro de 2001 - dia do maior atentado terrorista de toda a história. Mas naquele belo sábado, em 19 de setembro de 1981, há 36 anos, Nova York estava novamente em êxtase.

O dia 19 de setembro de 1981, entraria para o mundo da música como um dia histórico. Em pleno pulmão de Nova York, mais precisamente no Central Park, mais de 500 mil pessoas juntavam-se para ver e ouvir PAUL SIMON e ART GARFUNKEL cantarem suas lendárias canções, numa reunião há muito desejada, depois de uma separação que atravessou toda a década de 1970.
500 mil pessoas... Para se ter uma ideia do que isso representa, esse foi o número de pessoas que assistiu aos três dias do festival de Woodstock, com todas aquelas estrelas! Dessa vez, eram apenas dois caras, que um dia se chamaram Tom & Jerry, que conseguiram juntar uma multidão como esta.

Aquela tarde e noite histórica ficou registrada e deu direito à edição de um álbum duplo lançado em LPs e fitas cassete. Também foi lançado e fez um sucesso absurdo, a fita cassete em VHS trazendo todo o concerto. O CD e o DVD só apareceriam anos depois.
Em "The Concert In Central Park", SIMON AND GARFUNKEL interpretam todos os grandes sucessos da sua carreira em conjunto e alguns outros da carreira a solo de Paul Simon, com arranjos adequados à interpretação e sonoridade do grupo. Apenas um tema, da carreira a solo de Art Garfunkel, foi integrado neste espetáculo e incluído na edição em disco e vídeo. No disco encontramos também algumas covers, como é o caso de "Wake Up Little Susie", que se tornou no primeiro single extraído deste do álbum. A verdade, é que o álbum duplo é um desfile de sucessos, "todas" estão lá. "Mrs. Robinson", tema de abertura do show, e do álbum, e um dos mais emblemáticos e populares de todo o disco, ao lado de clássicos como: "Me And Julio Down By The Schoolyard", "Still Crazy After All These Years", "The Boxer", "The Sounds Of Silence", "Bridge Over Trouble Water" e outros tantos. "The Concert In Central Park" é ainda hoje um dos mais importantes e bem sucedidos álbuns ao vivo de todo e para todo o sempre. Amém!

domingo, 17 de setembro de 2017

BEATLES CARTOON - OS BEATLES EM DESENHO ANIMADO

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Numa manhã de sábado, dia 25 de setembro de 1965, centenas de milhares de crianças americanas de todas as idades sintonizaram suas televisões para assistir a estreia do desenho animado dos Beatles. Foi um sucesso absurdo!
Produzida em 1965, a série de desenhos animados dos Beatles surgiu pelas mãos de Al Brodax, da King Features, para a rede de TV ABC. Os primeiros esquetes dos personagens foram elaborados por Peter Sander, e as animações ficavam com a TVC (TV Cartoons Ltd), de Londres e da Astransa, de Sidney, Austrália, com ajuda também das equipes do Cine Centrum (Holanda) e CanaWest (Canadá). As estórias eram simples e os roteiros surgiam com facilidade. Os animadores se inspiraram na postura dos Beatles em fotos e apresentações ao vivo.
Em entrevista dos anos 1970, Brodax assinalava que o processo de produção do desenho consistia em comprar todos os jornais e revistas com fotos dos Beatles e estudar todas as aparições do quarteto em programas de TV. Com as fotos e fitas nas mãos era então feito os testes de figurino e roteiro que consistiam em copiar literalmente o que aparecia nas TVs nos dias anteriores.
John era o líder. Paul o mais elegante e estiloso. George era um pouco curvado e suas pernas longas e finas eram sua característica mais marcante e Ringo destacava-se como o mais desconjuntado, um visual coerente com suas palhaçadas. A série "Beatles Cartoons" foi composta de 39 episódios com dois temas principais ou 78 episódios. O seriado foi exibido de setembro de 1965 a setembro de 1969.Entre os executivos, foi decidido que o público americano não iria entender o sotaque original de Liverpool. As vozes seriam “americanizadas” para o que os jovens “consideravam” um sotaque britânico. A dublagem foi feita por um americano chamado Paul Frees que fazia John e George e de um inglês, Lance Percival que dublava Paul e Ringo. Brian Epstein ficou horrorizado com o resultado e baniu a série da TV britânica onde só passou a ser exibido a partir de 1969.
Para dar um sabor internacional ao desenho, os episódios se passavam em diferentes países: Japão, Irlanda, Índia, Espanha, etc. Cada episódio tinha meia hora e era composto de 2 mini-aventuras e 2 músicas com as letras aparecendo como legendas. Foram 3 temporadas com 39 shows e 78 estórias. Originalmente, os Beatles não gostavam do desenho animado; no entanto, com o passar do tempo, passaram a gostar. Em 1972, Lennon disse: "Eu ainda me surpreendo ao assistir os desenhos animados dos Beatles na TV". Em 1999, Harrison disse: "Eu sempre gostei dos [cartoons]. Eles eram tão ruins ou tolos que eram bons, se você sabe o que quero dizer, e acho que a passagem do tempo pode torná-los mais divertidos agora".Resultado de imagem para beatles cartoon tv series
A série foi popularizada em todo o mundo pela televisão a cabo depois que terminou. Em 1986 e 1987, as novas gerações foram introduzidas à série quando foi retransmitida pela MTV e também pelo Disney Channel. Embora tenha permanecido relativamente popular ao longo dos anos, a internet permitiu ainda mais exposição dos desenhos devido à sua boa qualidade, à natureza do show e à popularidade dos Beatles como uma banda. A série ganhou de tempos pra cá, um culto fiel de seguidores on-line, levando os fãs a criar memes com base no desenho e descobrir tudo o que há para saber sobre isto. A série já esteve disponível no YouTube e em sitesmas os episódios foram removidos por questões de direitos autorais.
Em dezembro de 2004, a McFarlane Toys lançou uma linha de brinquedos com base na série de desenhos animados com todos os quatro Beatles e seus instrumentos. Em 2005, eles lançaram um conjunto em caixa com os bonecos dos quatro, além do jacaré (mascote), alto-falantes e um rádio. A Apple Corps Ltd. comprou os direitos sobre a série no início dos anos 90 e lançou em DVD. Aos fãs, novos e antigos, resta a expectativa de um novo lançamento, padrão Beatles, à altura que os desenhos animados deles merecem!